quarta-feira, 13 de novembro de 2013

molan

Je suis le soleil dans votre yeux, permettez-moi de briller sur vous au cours de votre vie paisible.

domingo, 3 de novembro de 2013

vou ser feliz...

vou sorrir quando souber que não volto a acordar.

quando o peso de todas as frustrações e desilusões desaparecerem, quando o cansaço de sorrir diariamente desvanecer, quando o quer parecer bem sem o poder.

vou sorrir quando souber que não volto a acordar.

quando a inocência se perder e ver-me livre de tudo e todos que acumulei ao longo da vida, quando me livrar do passado que me consome, e que não me deixa esquecer, quando deixar de me preocupar e deixar de correr atrás de uma felicidade inexistente.

vou sorrir quando souber que não volto a acordar.

quando o escuro me envolver por fim e o frio habitar o meu corpo, quando nada mais me preocupar, quando por fim descansar dos tormentos do mundo, quando não te voltar a ver em pensamentos.

vou ser feliz quando souber que não volto a acordar.

The Cinematic Orchestra - To Build A Home

There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills...
Tables and chairs worn by all of the dust...
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home...

Cause, I built a home
for you
for me

Until it disappeared
from me
from you

And now, it's time to leave and turn to dust...

Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed it's knees

By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
I held on as tightly as you held onto me
I held on as tightly as you held onto me......Cause, I built a home
for you
for me

Until it disappeared
from me
from you

And now, it's time to leave and turn to dust........

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Agradecimento

Um agradecimento a todos os anónimos que me seguem, atingi mais 1600 visualizações com 41 posts :)

Sky Ferreira – Nobody Asked Me (If I Was Okay)

Never thought I could love like this
I want to feel your kiss
So many words on the tip of my tongue
So many things that you should have done
Now it hurts that I want you to stay
Nobody asked me if I was okay
In 6 seconds I can tell you need to go
Every day people talking something I don’t know
Yea, nobody asked me what I wanted
Nobody asked me
I tried to ask you
But nobody asked me
I tried to ask you
But nobody asked me
If I was okay
Nobody asked me, nobody asked me
If I was okay
Nobody asked me
Shaking your head, I tried to explain
You said you don’t want it and you can take it
Just tryin to get my point across
You take care if I’m feeling lost
Now it hurts that I want you to stay
I can’t understand why I feel this way
All the friends I ever had to let go
Every day I hear them saying something else I don’t know
I hear a siren
Guarding me closer
I hear its echo
Over and over
I tried to ask you
I tried to ask you
I tried to ask when
Nobody asked

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

deixa-me...

deixa-me embalar-te nos meus braços onde podes descansar
deixa-me dar-te um porto seguro onde podes te abrigar
deixa-me estar sempre presente para te poder abraçar

e nesse abraço repousares para te poderes encontrar

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Carminho - Volta a Ser

Eu vou
Voltar a ser
Tudo o que eu já fui um dia
Tudo o que eu já queria ser
Antes de te querer
Eu vou
Voltar a ver
O lado bom das pessoas
As suas coisas boas
Antes de entristecer
Mais vale somar paixão
Somar desilusão
Até tudo nos doer
Porque eu vou
Voltar a ser
Tudo o que eu já fui um dia
Tudo o que eu já queria ser
Antes de te querer
Eu sei
Que vou voltar
Ao coração por um fio
Porque é do meu feitio
Nem sei como mudar
Mais vale somar paixão
Somar desilusão
Até tudo nos doer
Porque eu vou
Voltar a ser
Tudo o que eu já fui um dia
Tudo o que eu já queria ser
Antes de te querer
Porque eu vou
Voltar a ser
Tudo o que eu já fui um dia
Tudo o que eu já queria ser
Antes de te perder

sábado, 12 de outubro de 2013

Amália

Só a noitinha

Tive-lhe amor, gemi de dor, de dor violenta

Chorei, sofri, e até por si fui ciumenta

Mas todo mal tem um final, passa depressa

E hoje você, não sei por quê, já não me interessa!

Bendita a hora que o esqueci, por ser ingrato

E deitei fora as cinzas do seu retrato!

Desde esse dia sou feliz sinceramente,

Tenho alegria pra cantar e andar contente.

Só à noitinha, quando me chega a saudade

Choro sozinha pra chorar mais à vontade

Outra paixão no coração, sei que já sentes;

Uma qualquer que foi mulher de toda gente!

Assim o quis, seja feliz como merece,

Porque o rancor, como o amor, também se esquece!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Se penso em ti....

Ainda penso em ti todos os dias, tão longe e tão perto.

Ainda tenho duas fotografias tuas que vejo diariamente por opção, por nunca as quer ter tirado, por nunca te quer excluir da minha vida, por elas reterem no tempo, sentimentos imortalizados no teu sorriso, congelado para todo um sempre.

És único, sempre foste, a tua singular existência que me fez voltar a gostar de alguém, que quis ter-te de alguma forma na minha vida.

"Nós fazemos amor, não é?", foi uma das perguntas que veio tornar o que tínhamos indefinido tão complicado.

Passaram-se três meses, como algo tão simples e rápido me marcou tanto, nem eu sei, passamos a fronteira de amigos para algo que nunca teve nome, que se complicou e morreu.

E hoje, hoje fico preso no marasmo do que fomos e já não somos.

Não me impede de viver de conhecer e estar com pessoas novas.

Apenas me prende, na perda do que tínhamos que sem sentido deixou de existir e que me faz falta.

O teu sorriso e teu falar ronronado, que tive o privilégio e o azar de conhecer, que me prendeu a ti.

"Algum dia tinha de ser", e assim se perdeu a pureza de uma relação de amizade com uma tensão que adorava.

És especial e único e conseguiste conquistar o teu lugar em mim.

sábado, 28 de setembro de 2013

solidão forçada

Visto-me e arrasto-me para fora de casa, o dia já morreu, e o vento da noite acolhe-me.

Vagueio pelas ruas escuras e desertas, que tão bem conheço, ruas que se tornaram uma prisão onde agora me quero perder.

Vagueio sem destino, a minha procura, a procura de algo que já não consigo encontrar, que se perdeu a muito, vivo num mundo cheio de ilusões, um mundo perfeito, simples, tão longe da realidade, onde quando se gosta, gosta e as pessoas sabem demonstra-lo umas as outras.

Vivemos numa era onde conhecemos todos e não conhecemos ninguém, onde os valores se vão perdendo, onde as relações duram dias em vez de meses, anos, onde tudo se move a uma velocidade enorme, onde não se procura conhecer, dá demasiado trabalho, e existem tantas pessoas a nossa volta, é mais fácil procurar uma mais dentro do "sistema", que seja igual a tantas outras, pre-formatada pela sociedade em que vive, que não faça muitas perguntas, que se limite a seguir a corrente.

Acabo por ir ter a outra casa igualmente vazia, esta cheia de recordações e sonhos vividos, que me trouxeram ate aqui, a solidão em que me encontro, não fico nela por muito tempo, acaba sempre por fazer pior, ficarmos presos a um passado.

Mesmo assim não posso deixar de me questionar como cheguei aqui, a este ponto, como se passa de um ídolo para um proscrito, admirado por centenas, e agora esquecido.

Mudei assim tanto ? Deixei-me corroer por um mundo que não era o meu, usei e deixei-me usar, e sempre que o fiz abdiquei de uma parte de mim, dos valores de tudo o que sempre defendi; e hoje, estou rodeado por uns que pensam que sabem muito da vida  e que nada sabem, que usam as pessoas como eu usei em tempos, "estão na idade" penso para mim mesmo, e quem sou eu para apontar o dedo? O karma tem destas coisas.

Gostava de não me preocupar tanto, ser egoísta ao ponto de me desligar de uma serie de pessoas da mesma forma que o fizeram comigo, fizeram-no com uma facilidade impressionante.

O meu defeito acaba por ser a minha virtude, dou-me demasiado as pessoas quando gosto delas, preocupo-me, e tento sempre estar lá por elas, acabam por levar o melhor de mim em troco de nada.

Estou recluso de uma solidão forçada que me esta a corroer aos poucos.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Bom dia!!!!

Hoje acordei de bom humor.

Não sei se é por finalmente ter começado a chover, se é por amanhã haja previsão de trovoada,  ou porque simplesmente posso voltar a vestir casacos, não sei o que é, o outono sempre foi a minha primavera, a chuva o meu conforto e o vento meu amigo.

É a altura em que me visto totalmente de preto onde as pessoas não partilham o mesmo banco comigo, nos transportes públicos, onde a infelicidade dos outros me alimenta.

Hoje sinto-me feliz.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Almost lovers

(...)
I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you are just fine
Did I make it that easy
To walk right in and out of my life?

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

"A Fine Frenzy"

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Quando tu sorris

Sorris, com o teu ar de puto, de olhos vividos, e dentes alinhados, aquele sorriso rasgado que tens (só) para mim, que o tempo não desgasta e mantém; consegues por breves segundos esconder, nessa tua máscara sorridente, todos os teus problemas e angústias, todos os teus dilemas e dramas, toda a tua insegurança.

Tens o mesmo efeito em mim, sempre que vejo esse sorriso, desejo que o tempo pare, para que ele se prolongue  para sempre, levando consigo tudo o que também me consome.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Partilha de vida

Fecho o livro, duas filas á minha frente, uma mulher esganiçada a voz, parece que faz questão de partilhar com todos nós, o que mal lhe vai na vida.

É  um triste espetáculo, um role de lamentos e desejos que vai subindo de tom até absorver tudo o que a rodeia.

Acalmou, parece que a conversa teve a resolução por ela esperada, toda ela agora é serenidade e sorrisos.

Desligou o telemóvel, a paz e o silêncio são novamente reis e senhores.

Volto a abrir o livro.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Um acordar

O dia já nasce e tu ainda dormes, sentado na cama observo-te, a tua respiração calma, as tuas pestanas cerradas, tens um ar tão sereno, com a luz a começar a reflectir na tua pele, nua, pura, as sombras que se criam, servem apenas para delinear a tua silhueta, perfeita, com o teu lindo nariz arrebitado, tão teu.

Acordo com um sorriso, já não tas ao meu lado, a almofada já foi guardada e os lençóis já não guardam a tua forma, mesmo assim muitas vezes sou visitado por esta doce memória, um passado muito recente, tão rápido, tão marcante, que se alimenta com o gostar de ti, que inconscientemente é revivido para não esquecer, que me faz bem e que me deixa com um sorriso.

Um equilíbrio perfeito que encontrei para gostar de ti sem te ter.

Comportamentos

Hoje senti o dito, cavalheirismo.

Ir ao centro de saúde não de todo a melhor experiência, costumo ir de manhã, e a visita é suficiente para me estragar a manhã desse dia, porem se das outras vezes tenho que me dirigir ao touchscreen, introduzir o meu número para obter uma senha, desta vez assim que entrei, o segurança de um pulo levantou-se da cadeira, cumprimentou-me, entre sorrisos e olhares pediu o meu cartão, introduzio o número no ecrã e com um grande sorriso, deu-me, a senha, regutijada pela máquina.

Só conseguir agradecer e forçar um sorriso.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um vislumbre de ti

Vejo-te ao longe, com o teu andar decidido, o teu jeito tão especial, inconfundível, só teu, paro para apreciar; um momento só meu, reservado apenas a aqueles que sabem apreciar tamanha beleza, o teu aspecto delicado com a tua forte personalidade foi algo que sempre me fascinou.

Voltas-te para trás e procuras no vazio por algo, alguém, alguma coisa que sentiste, dou um passo atrás, ainda não estou preparado para abdicar deste momento só meu.

Desistes e contínuas o teu caminho, deixo-te partir, deixo o meu  olhar perder-se na tua forma cada vez mais distante.

Até um próximo encontro.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sonho

Hoje sonhei contigo, sem razão aparente, sem assunto específico, apenas uma versão de ti, imperfeita, cheia de risos e sorrisos, uma versão de ti que retive, que me faz falta e que através de sonhos a recupero.

Hoje sonhei contigo, nem me lembro ao certo sobre o que, sei que estavas lá e lá estarás sempre que necessitar, um conforto constante que a cabeça procura, quando o corpo não te pode ver ou sentir.

Um mundo eterno, perfeito e simples.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

rasgos de sanidade

Sempre preferi viver na fantasia dos meus sonhos do que na realidade com os meus defeitos, sou aquele que se multiplica em milhares de máscaras e não é ninguém, preso a paixões platónicas e amores impossíveis condenados ao sofrimento, sofrimento esse que me mantém vivo nas noites em branco, que me faz fazer sentir.

Também eu me sinto perdido, entre o quer e o poder, entre o que posso ou não posso fazer, sou assombrado por dúvidas, medos que nos incapacitam, que nos fazem recuar, um medo inconsciente do futuro e do sofrimento que poderá vir.

Desejos impossíveis realizados, a procura de preenchimento, corpos usados para me manter vivo, regras quebradas que me alimentam o ego e a vontade de continuar.

Sempre gostei do desafio, conquistar o que não podia ter, para logo depois de o conseguir, fugir, como uma missão realizada, como um prémio conquistado, pronto para a próxima aventura.

Os anos foram-me ensinado a adaptar-me, para conseguir o que queria, mentiras sobre mentiras, enganos de alma, onde me perdi, de onde já não sei se me volto a encontrar.

Sempre fui livre, e por opção deixei-me prender por breves momentos, sempre escolhi por quem e lutei para o conseguir e manter. Há muito tempo que não sei o que é apaixonar-me genuinamente, verdadeiramente por alguém, a inocência perdida que já não se recupera.

Desta vez usei uma máscara mais sincera, mas mesmo assim, ainda não totalmente transparente, não forcei, não procurei, deixei acontecer.

Mais um amor platónico, mas diferente de todos os outros, não te quis prender, nem sufocar, apenas aproveitar o que me ias dando, nunca foi uma obrigação, mas sim uma troca sincera, gostar de ti tanto quanto gostas de mim, e mais não era preciso, tudo o resto eram extras, sem definições, mero prazer sem consequências, sem obrigações.

Algo que se perdeu, sem nenhuma barreira ter sido ultrapassada.

Mesmo assim sufocaste, não se prende por muito tempo um espírito livre, sempre soube disso, daí ter tentado aproveitar ao máximo o que me deste, pois sabia que um dia, mais cedo ou mais tarde, também tu partirias.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gosto de ti

Com mil me deitei e sozinho acordei, corpos usados como sinal de uma adolescência perdida, usados vezes sem conta e ao mesmo tempo tão vazios, um vício de sexo em troca de meros momentos de prazer, fui absorvido por esse marasmo, este repetir sem nada ter, dar sem receber, perdi-me.

Perdi a minha essência o orgulho que tinha em mim a exclusividade que sempre criei, perdia para muitos e de todos muitos poucos ficaram.

E é hoje, como um toxicodependente, que recupero a minha vida, a minha visão deixou de estar turva, e foste tu que o conseguiste. A tua arrogância e exclusividade é um espelho do que fui, e nele, ainda vejo o meu reflexo cada vez mais nítido.

Gosto de ti *

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sem necessidade de defenir

Voltei aquele quarto fechado, aquelas quatro paredes que tanto testemunharam, voltei passado vinte e quatro horas e tudo estava como ficará. No ar ainda se sentia a paixão dos últimos dias, actos inconscientes de puro prazer, sem preocupações, libertos de perdões, actos singulares de paixão demonstrados em cada beijo e abraço, eternamente absorvidos por aquele quarto, aquele mundo só nosso, sem regras, sem definições, onde prevalece apenas a forma pura de sentir.

O quarto hoje encontra-se aberto, a espera do teu regresso, para que uma vez mais se feche e se encha de tudo o que nos une, para que o tempo pare e o mundo a nossa volta desapareça e passemos novamente a sermos, apenas um.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma sombra de mim

Perco-me nas sombras do que já fui, de uma vida cheia de certezas, encontre-me agora como um mero observador, com os anos que passaram, as pessoas que ficaram, as pessoas que vão desaparecendo, de tudo o que construí e destruí de tudo o que fui e a que não voltarei, sou uma sombra que vagueia pela vida, visto ainda por alguns e ainda lembrado por outros, uma sombra cujo sol já não alimenta e que de dia para dia se vai esmurecendo.

Sou uma triste sombra presa entre dois mundos, iludida e desiludida, iluminada ainda por algum brilho tênue, que se perde com cada dia que nasce e cresce com o  erguer de  cada noite.

Noite que se prolonga e me alimenta, um negro de incertezas com cada final de dia.

Escondo-me da luz, capaz de me fazer desaparecer, e dela me mantenho escondido, longe do que fui e do que não voltarei a ser.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

regresso...

É sempre um desconsolo voltar a Portugal, chamem-lhe snobismo se quiserem, tudo começa no voo, escolhi um voo cedo para ver se apanhava o comodista tuga e a sua preguiça mais tempo na cama, e em relação a isso não me enganei, o voo vinha com bastantes lugares livres, mas já no check-in, tive uma bela amostra do espírito tuga, um casal nos seus 60 e muitos com ar de emigrantes daqueles que toda a vida se refugiaram nas comunidades e nunca realmente se integram no país, falava um inglês muito aldrabado, e lá ia dizendo para a mulher, "até a caneta obrigaram a tirar, e tem razão, porque de uma caneta se faz uma arma", seguido de um chorrilho de disparates, protestos e queixas, típico do interno descontente, mas o apogeu foi mesmo no avião durante o voo.

Estava acordado a 28 horas e tinha pensado aproveitar o voo para descansar, depois de ter feito uma maratona nos transportes de Londres, (o 87 para Trafalgar Square, depois o 91 até King's Cross Station, seguido do comboio) até Luton, tive a sorte de apanhar uma portuguesa com duas "amáveis" crianças a quem ela decidiu relembrar palavras e frases para poderem dizer aos avós portugueses, tendo uma delas um jogo electrónico que traduzia de inglês para brasileiro, depois de saturado com a voz robótica, do choro de tão amáveis seres, e de uns tantos encontrões no banco, esperei até o aviso do uso de cinto se desligar, fui ter com o hospedeiro e passei o resto da viagem numa linda fila de 3 bancos só para mim, nesta altura, o voo já parecia uma feira... Lord.... Já só conto os dias para voltar.

sábado, 22 de junho de 2013

Assédio, exercício para o ego

Um rapaz, no metro, chegou-se ao pé de mim, e pergunto-me como ir para x estação, fui com ele até ao mapa do metro e indique, onde estávamos e para onde ele queria ir, eu próprio ainda tenho dificuldades em me orientar no metro de Londres, agradece-me, olhando-me de cima abaixo, assim que me vou a afastar saiu-se com esta, "só lá tenho de estar as x horas, vamos-nos conhecer?"

quinta-feira, 20 de junho de 2013

al berto

"da paixão ficou o estremecimento de terra nos teus dentes, e a sombra de um nome rasgando o crepúsculo"

quarta-feira, 19 de junho de 2013

perguntaste-me se gostava de ti...

Perguntaste-me se gostava de ti, eu nem me lembro o que respondi,
recordo-me apenas de tudo o que senti e sofri, de todas as vezes que me lembrei de ti, o que fiz por ti,
será que gosto de ti ?

A pergunta impertinente que tanto  nos sufoca, sem necessidade de definição,
o que é gostar de ti? queres mesmo saber o que sinto por ti?

O desassossego constante quando me lembro de ti, as palavras que se congelam perante ti,  o sorriso que só tenho para ti, a corrente que me percorre o corpo e acelera-me o coração, quando te tenho a ti, nos braços,
será que ainda tens duvidas de mim em relação a ti?

De todo o tempo que passou o tempo não apagou o que de ti ficou, ainda sempre que fecho os olhos é a ti que vejo, porque só em ti encontro sossego e só contigo, vislumbro um futuro que não fazia sentido sem ti.

Ainda achas que não gosto de ti ?

Odores matinais

Nem o meu fahrenheit da Dior, consegue abafar certos cheiros matinais que as pessoas libertam, mas esta gente não se lava?

Ó que dor sentir o odor dos corpos suados, e usados de todo o prazer gerado, da noite que passou e que o dia não lavou.

Ó que tristeza a minha que nem o Dior me anima, nesta manhã sufocante de prazer intoxicante.

Hj deu-me para isto.

terça-feira, 18 de junho de 2013

al berto

(...) 

Hoje, sem ti, já não consigo pressentir a sombra magnifica da noite sobre o rio. 

Nada se acende em mim ao escrever-te esta carta.

Só a foz do rio parece guardar a memória de uma fotografia há muito rasgada. O vento, esse, persegue a melancolia dos passos pelas dunas.

É possível que os Verões ainda sejam o que eram com os corpos estendidos ao sol, e a oferenda de um sorriso malicioso a confundir-se com o marulhar das águas.

Mas ninguém possui verdadeiramente alguma coisa. As coisas do mundo pertencem a todos e, sobretudo, a quem aprendeu a nomeá-las. 

E eu já não consigo nomear nada. 

Não me lembro sequer de um nome que resuma o movimento desastroso dos dias.

O teu rosto deixou de se acender na ilusão de te possuir mais uma noite.

Nada evoca esse tempo de frémitos de asas sobre a pele. 

Nenhum rumor do rio sobe até mim. Nenhuma ferida ficou por sarar.

Deixei que os ventos e as chuvas apagassem o desejo no rastro dos répteis incandescentes. 
Sinto-me como a haste quebrada da urze ao abandono nas areias varridas pelo oceano.

Contemplo as dunas, o casario contra a noite que se fecha, as luzes, o rio, as sombras das pessoas, o mar como uma lâmina sob a lua  e a ausência alastra em mim, cortante.

Sento-me onde, dantes, me sentava contigo, (...). 

O que me rodeia move-se no interior surdo de suas próprias sombras. 
É um movimento invisível através de territórios que o olhar mal assinala. 
Concentro a minha atenção nesses lugares que a luz não pode alcançar. 
Lugares escuros onde se escondem receios antigos e desilusões.

Mantenho-me imóvel, tacteio teu rosto diluído na salina claridade do entardecer.
Adormeço ou começo a subir o rio para fugir à imensa noite do mar.

Escreve-me, peço-te, enquanto a tua imagem permanece nítida perto de mim.

Vou prosseguir viagem assim que o dia despontar e o som do teu nome, gota a gota, se insinue junto ao coração.

Al berto, O anjo mudo

LIBERDADE

    Ai que prazer
    não cumprir um dever.
    Ter um livro para ler
    e não o fazer!
    Ler é maçada,
    estudar é nada.
    O sol doira sem literatura.
    O rio corre bem ou mal,
    sem edição original.
    E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
    como tem tempo, não tem pressa...
    Livros são papéis pintados com tinta.
    Estudar é uma coisa em que está indistinta
    A distinção entre nada e coisa nenhuma.
    Quanto melhor é quando há bruma.
    Esperar por D. Sebastião,
    Quer venha ou não!
    Grande é a poesia, a bondade e as danças...
    Mas o melhor do mundo são as crianças,
    Flores, música, o luar, e o sol que peca
    Só quando, em vez de criar, seca.
    E mais do que isto
    É Jesus Cristo,
    Que não sabia nada de finanças,
    Nem consta que tivesse biblioteca...

    Fernando Pessoa

sábado, 15 de junho de 2013

banho turco

Acho incrível aqueles homens que lá por estarem num balneário masculino esquecem-se que os outros não têm de ver as suas vergonhas, como se tivéssemos todos no secundário, por algum motivo existe uma politica de uso de toalha nos ginásios.

Se há coisa que gosto no final de um treino é passar uns bons 20 minutos no banho turco, regra geral, entro, encosto-me, fecho os olhos e relaxo, evita que me incomodem com conversas de como foi o futebol, evita também que esperem que participes nas conversas machistas do tipo, "ontem deixei a mulher em casa e fui as meninas" ou ate "já viu aquela instrutora ? parece um jarro, e com aquela idade, aquilo ate dá gosto fazer as aulas".

Hoje uma situação destacou-se, entrei no banho turco e estava um homem em pé, nu, "este também não conhece o conceito do uso da toalha", foi o que logo pensei, dei o "boa tarde", ele lá se mancou olhou-me de cima a baixo e lá  disse "boa tarde" e sentou-se pondo a toalha por cima das pernas, encostei, fechei os olhos e relaxei, sempre que abria os olhos, para ir controlando as horas, lá estava ele a admirar descaradamente, voltava a fechar os olhos e deixei-o ter de mim a única coisa que poderá ter, (tirando o meu repugno, mas esse dou-o com gosto). Ate que oiço movimento, ele esta de pé, de toalha na mão, ao passar por mim, quando se dirige a porta, sussurra um "até logo" ordinário.

Não foi a primeira situação do tipo, já passei por umas piores, o que me incomoda é o facto de ainda existirem pessoas assim, que não sabem controlar a testosterona e pensam que tudo o que mexe é para comer, e que não sabem, acima de tudo, se comportar em sociedade.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

perdido...

Sinto-me perdido como nunca antes me senti, foi preciso chegar a esta idade para me sentir inseguro. 

Dou-me demasiado a quem não me quer e fujo de quem me deseja, escondo os meus medos atrás da minha velha amiga arrogância, que me protege e afasta de tudo e todos, estou sozinho, sempre tive mas nunca antes me incomodou como agora, parece que afinal o monstro precisa de amigos, de ser amado.

Amor esse negado por todas as incertezas e inseguranças que se criaram. Preciso de projectos novos, de pessoas novas, que me façam acreditar que não sou apenas mais um a ocupar espaço neste mundo. 

Quando olho para trás, para o meu "legado" fico feliz por ter melhorado a vida de umas quntas pessoas, que ainda hoje me recebem de braços abertos e sinceros, mas até essas, o tempo e as circunstâncias da vida me foram roubando, quando olho para trás, apenas vejo um muro de fantasias, de um tempo que já não volta, o monstro arrogante que há em mim fez que me afasta-se, e hoje.. bom hoje em dia, sinto-me só, dividido por vários mundos que nunca aceitei como meus, nunca fui uma ovelha que segue o líder, sempre gostei de pensar por mim e isso tornou-se um proscrito, nunca me encaixei no plano geral da sociedade, apesar de ter um emprego certo (tanto quanto é possível nos dias de hoje), com um ordenado acima da media (perante a situação actual), não me encaixo em parte alguma. 

Preciso mudar de vida, abandonar tudo, pessoas fúteis que me rodeiam, bens materiais em demasia, procurar o meu, eu e tentar ser feliz com o tempo que ainda me resta.

Não quero ninguém e quero todos, sinto-me tão longe e tão perto.

thoughts...

if i die, who gonna miss me ?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

silêncios

Já não consigo estar assim contigo, porque o que senti foi real, porque o que te tens vindo a tornar mudou, porque o não saber de ti me incomoda.

Cansado de “xaus” não sentidos, cansado das irónicas constantes que se tornam tão dúbias e que nos afastam.

Gosto de ti, não sei como, nem é preciso definir, o teu afastamento tornou-se aflitivo, não te quero perder.


Hoje estou cinzento como o dia e o teu afastamento mais cinzento o torna, vamos deixar as ironias de parte, e devolve-me o teu sorriso que me alegra tanto.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Anseios

Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha cais!

Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!...
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbre o brilho do luar!

Não estendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar!...

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

domingo, 2 de junho de 2013

Tanto com tão pouco

Já não me lembrava o que era sentir, chegas-te sem compromisso e sem compromisso te mantens, mas mesmo assim deste-me o que precisava.

Fizeste-me rejubilar o coração, com pequenas demonstrações do teu eu, sem máscaras, vulnerável.

Alguém que se quer, mais e mais.

Sempre tão perto

Oito meses se passaram e parece que te te vejo a cada esquina.

Dezassete anos se passaram desde que entras-te na minha vida, pouco mais tinha que quinze anos, entras-te para ficares, foi pacto silencioso que fizeste e o cumpriste até ao fim.

Custou-me despedir-me de ti, não chorei, e só agora o faço, revoltei-me, reprimi-me e adormeci, adormeci para um sentimento que me corroía o ser.

Deixas-te escrito em mim, pequenas histórias marcadas no meu corpo, que recordo com carinho.
É impossível esquecer-te, sinto a tua falta.

Há oito meses que morres-te e parece que te vejo a cada esquina.

sábado, 25 de maio de 2013

wtf

Acordei com uma dor de cabeça enorme, ao meu lado na cama, está alguém que não sei quem é, ainda dorme de costas para mim, como é que noite se descontrolou tanto? Levanto-me ainda a cambalear, há preservativos usados pelo chão, tento refazer a noite passada e é uma névoa enorme.

Espera-me um dia complicado pela frente e uma possível desilusão seguida de um maior arrependimento.

domingo, 5 de maio de 2013

dia de chuva

do alto da sua torre, miguel acende mais um cigarro enquanto observa as pessoas na rua, pequenas como formigas, a correr de um lado para o outro, em casa tudo esta silencioso, silencio esse apenas interrompido com a chuva que bate nos vidros, mais um dia cinzento em londres, o tempo vai passando, tudo vai sendo consumido, nunca se sentiu tão só, se ao menos também tivesse para quem correr, correr para alguém que o espere, com um sorriso, com um abraço, alguém que o faça sentir desejado, tudo isso já se perdeu.

A queda da cinza, transporta-o para a realidade,  - merda - , e assim, voltou para a sua vida, e mais uma vez a falta que sente, ficou dispersa, como a cinza pelo chão e a sua dor morta, como o cigarro que se acabou por apagar.

terça-feira, 23 de abril de 2013

E assim vi-te partir....

Forcei-me a ir a janela enquanto arrumavas metade da nossa vida num carro, é incrível como tanto tempo ocupa tão pouco espaço.

Forcei-me a ver o inevitável  o que já não tem volta a dar, o que está certo, forcei-me para acreditar, acreditar que acabou, que tudo mudou, que mudamos ao longo de tanto tempo juntos.

Forcei-me, porque assim a vida o impõe, porque avança, connosco ou sem nós.

uma simples verdade



"Quem não aparece, esquece"


segunda-feira, 22 de abril de 2013

olá de novo


vi-te de relance no espelho, e incrédulo voltei a fita-lo, mas tu já tinhas desaparecido, pensei para comigo, não pode ser, estas a ficar louco, mas antes de me conformar com este pensamento,  lá estavas tu de novo, como alguém a muito perdido que encontra o caminho para casa, lá estavas tu de uma forma tímida e simples, inseguro e frágil, com uma força que me fez acreditar que tinhas voltado, de vez, de um esquecimento profundo, que tinhas voltado para ficar, o meu sorriso.

sábado, 20 de abril de 2013

silêncios


Como se de um túmulo trata-se, esta casa que em tempos conheceu risos e conversas, não passa de um túmulo vazio e frio de silêncios que o tempo vai consumindo, tempo esse que reclama diariamente o seu domínio e cada vez mais se vai impondo, esta casa que viveu, hoje morre, de alegrias, de partilhas, de planos futuros, esta casa que ainda existe, é habitada por o tempo que a vai consumindo, e a tudo o que nela ainda vive.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Basta

Basta, tempos sem saber de ti, e com uma mensagem, resumes, todo o tempo que de ti nada soube, não te o pedi, não o queria saber, com uma mensagem, puseste-me a pensar em ti e despertaste em mim o meu pior; respondi-te de uma forma crua e fria, o essencial, porque a educação assim o obriga, não quero saber de ti, onde vives, com quem partilhas o teu sorriso e a tua cama.

Já não tenho fotos tuas pela casa e o pouco que ficou de ti há muito que foi encaixotado e esquecido, dou por mim a pensar para onde foram aqueles anos da minha vida, como se de um sonho se trata-se.

Cada vez mais és um fantasma, alguém cujo o tempo vai devorando o rosto e a voz, uma memoria prestes a ser esquecida que tu fazes questão de manter viva.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

um susto, uma realidade

Miguel acordou assustado, desperto de um sonho que logo se esquecerá, eram 4 da manhã, e no quarto ainda pairava no ar o cheiro a sémen e poppers, de manha teria de mudar os lençóis, percorreu rapidamente com as mãos a cama, para a encontrar vazia, um sorriso triste percorreu-lhe os lábios e a esperança perdeu-se, mais um, mais um acordar sem ninguém.