Isto de viver no meio de uma vizinhança muito opinativa as vezes tem a sua piada.
Pequenos grupos de homens, um misto de reformados e desempregados, povoam os cafés aqui da rua, verdadeiros malveirões e poetas de algibeira, que não deixam escapar um piropo directo e ordinário ou mandar a sua boca, esta mais discreta, a tudo o que não lhes agrada.
Hoje calhou-me a mim, já tinha eu passado por os seus olhares controladores, quando sou presenteado com "lá vai o roupeiro".
Admito que que deixou um sorriso, a constatação pública de algo que tenho vindo a reparar, o de ocupar praticamente banco e meio no metro, sempre que me aproximo para me assentar as pessoas se encolherem rapidamente e caso haja algum banco vazio chegarem mesmo a trocar.
O facto de andar de calças justa, ajuda a evidenciar o meu estado atual, numa posição normal de pé, de braços caídos ao longo do corpo, os meus dedos, as minhas palmas das mãos, já a muito que deixaram de tocar nas pernas, ficam afastadas, uns 5 cm de cada lado.
Não é que dê propriamente valor ao que dizem, já ouvi muitas barbaridades ditas por aquelas bocas, mas fez-me sorrir :-)
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